Atividade
Mesa Redonda
Ouvir Para Incluir: Tecnologias, Monitoramento E Equidade Na Saúde Auditiva Neonatal
Dia 23/09/2026 das 14:30 às 16:30
Sala 103
A Triagem Auditiva Neonatal (TAN) é obrigatória no Brasil desde 2010, conforme a Lei 12.303, constituindo uma das principais estratégias para identificação precoce de perdas auditivas. Sua prevalência varia de 1 a 6 a cada 1.000 nascidos vivos, podendo chegar a 1 a 4 a cada 100 em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal. Apesar da obrigatoriedade legal e dos avanços tecnológicos, persistem desigualdades no acesso à triagem, ao diagnóstico e à intervenção precoce, especialmente entre populações em situações de maior vulnerabilidade social. A mesa-redonda reunirá três docentes do Projeto de Extensão ESCUTE BRASIL para discutir como tecnologias diagnósticas e estratégias de gestão em saúde podem contribuir para a redução de barreiras de acesso e a promoção da equidade no cuidado. Serão abordados os principais fluxos da TAN, a identificação dos Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva (IRDA), a utilização das Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) e do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), bem como os processos de encaminhamento para diagnóstico audiológico, monitoramento, intervenção e acompanhamento. Também serão discutidas estratégias de educação em saúde e orientação às famílias, considerando os desafios relacionados à continuidade do cuidado. A atividade utilizará discussão de casos clínicos, favorecendo a aprendizagem ativa e aproximando o público multidisciplinar da realidade da assistência em um serviço público de referência. A proposta dialoga com a temática do congresso ao evidenciar que a equidade em saúde depende não apenas da disponibilidade tecnológica, mas da garantia de acesso oportuno, organização dos fluxos assistenciais e continuidade do cuidado. Assim, objetiva-se discutir como a integração entre tecnologias diagnósticas e estratégias de gestão podem promover equidade na identificação, no monitoramento e no cuidado precoce da criança com indicadores de risco para deficiência auditiva.
Ministrantes
